TRABALHO: O QUE FIZ? O QUE FAÇO? O QUE AINDA POSSO FAZER?

Eles vão chegando. Na roça é assim: Josina chega cumprimentando cada um, de mão em mão.
A estagiária Carol justificou a ausência.
Manuel Sinvalino na área, conduzido por Rejane.
Sobre o título da matéria, esse foi o tema do Mente Ativa dessa terça. Mírian procura sempre trazer para discussão com a turma assuntos bem atuais, como as datas comemorativas. Nesse caso, dia 1º  de maio é Dia do Trabalho e ela explica o  motivo dessa data, que foi instituída internacionalmente para relembrar o massacre havido em Chicago, nos Estados Unidos, em 1886, quando foi reprimida de forma violenta uma manifestação de trabalhadores que lutavam pela redução da exaustiva jornada de trabalho de 17 horas diárias.
E eles vão se soltando nos comentários.
Alguns vêm cá só pra dormir no chão. Só acordam na hora do lanche.
Nadir é de Miradouro e foi convidada pela amiga Osvaldina.
Uma bola é jogada. Quem pegar deve falar sobre a sua vida no trabalho no passado e no presente. Quando começou, o que fez e o que ainda pode fazer.
Marcelo, hoje morador de BH, começou cedo como engraxate, formou-se em Engenharia Elétrica e de Segurança no Trabalho, e atuou muitos anos em empresa de exploração de petróleo...
Eu também com menos de 7 anos vendia picolé em Governador Valadares e tinha um marketing de divulgação. Gritava pelas ruas: "picolé de goséu! Quem comprar vai pro céu"
A bola vai sendo arremessada. Julita também teve vida dura na roça ajudando o pai. 
Da mesma forma Josina. Todos começaram a labuta muito cedo. Naquela época criança com 6 anos já tinha responsabilidades em casa, no campo. No mínimo levar comida para os "companheiros" no campo, "pilar" arroz, tratar de animais...
Osvaldina já com 8 anos sabia costurar, limpar capado, capinar, colher café... Tudo isso praticamente todos eles fizeram.
Manuel também foi do campo para a cidade onde trabalhou por 25 anos, no Estado de S. Paulo.
José também pegou pesado na vida. Ainda tem a sua horta e vende seus produtos pela rua.
Landis também dá o seu depoimento e continua pegando pesado em sua propriedade na roça. Sua coluna que o diga.
Todos falaram e assim nem deu tempo para outra atividade de artesanato que estava programada. 
Ao final concluíram que, apesar de muita luta o trabalho trouxe orgulho, dignidade e "casca dura para enfrentar a vida" . "Eram felizes e não sabiam", completou Nadir.
Iriam fazer cestinhas com palitos de picolé. Fica para a próxima semana.
Hora do lanche.
Seguido do bingo.
Osvaldina levou o primeiro brinde, doado por Angelina Coelho, que não esteve presente.
E ela havia doado um brinde. Rejane preencheu a cartela e ganhou.
Muitas boas programações acontecerão nesse mês de maio.

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