SARAU DE POESIAS
Esse foi o tema do encontro do Mente Ativa dessa terça.
Estávamos em dúvidas se o encontro aconteceria, em função das chuvas. A expectativa era a de que uma meia dúzia se faria presente. Os pingos começaram a cair pouco antes das 14 horas.

Essa turma não tem medo de nada. Um bom público compareceu; pouco abaixo da média.

Mirian sempre começa com um bate papo a gosto do grupo. Hoje falaram sobre esse mundo louco onde se mata por qualquer motivo, principalmente crimes contra a mulher.



Todos participam muito. Nada de timidez.


A chuva caía forte e assim fomos para a cozinha, fora do telhado de zinco, que faz muito barulho.

Todos foram convidados a declamar poesias.

Muito esclarecida, Iracema declama uma poesia de Cora Coralina e tece alguns comentários sobre a vida dessa mulher, nascida na Cidade de Goiás, em 1889 tendo sido considerada
uma das mais importantes escritoras brasileiras, tendo publicado o seu primeiro
livro, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, publicado em junho de 1965,
quando Cora já tinha quase 76 anos de idade, apesar de escrever seus versos desde a
adolescência.

Angelina vai dando sequência às declamações.

Também Luzia.

Aparecidinha também gosta de uma boa leitura. Foi criada na roça com livros nas mãos.


Graça também declama.

Rejane fez mais de uma apresentação.

Neuza começou a cantar "Se essa rua fosse minha"que ela cantava para a filha Natuza, ainda em seu ventre. Até hoje ela faz isso, a pedido da menina.
Todo o grupo, de forma entusiasmada, cantou a música.

Mirian desafiou a turma para juntos fazerem uma poesia. Pediu palavras que lembram a vida deles na roça.
Fui lançando no quadro, a medida que eles iam falando.

Vá vendo aí: Angelina sugeriu o título: Se Bem me Lembro.
"Lamparina. estrelas, fogueira, cheiro de terra molhada..."
Aí foram montando a obra literária, buscando a rima.

No final a poesia do grupo ficou assim:
Eu me lembro do meu tempo de menina
A lua iluminando lá fora e eu olhando as estrelas
E cá dentro a luz fraca da lamparina.
O cheiro da terra molhada
Me leva de volta ao
passado.
Do cafezal florido o coração se alegrava.
Despertar de madrugada ouvindo o galo cantar
É hora de ir pra lida
E no fogão a lenha o café não pode faltar.
Aí que saudades que dá.
Todos amaram a experiência de serem poetas por um dia.
Vamos ao bingo.

Mariazinha ganhou o primeiro prêmio oferecido por Osvaldina.

As três completaram a cartelas juntas.
Com uma oração e o Pai Nosso Ecumênico o encontro foi encerrado.


Tenho saudades desses encontros
ResponderExcluirIsso sim é um programa produtivo! Parabéns
ResponderExcluirQue bom. A poesia vai existir sempre, pois expressa em forma artística nossos mais belos ou mais trágicos sentimentos. Sempre é ótimo relembrá-las, porque voltamos a sentir quase as mesmas emoções. E com um público assim presente, muito amigo e simpático, é ainda melhor. Parabéns, Mente Ativa, pelo lindo tema da reunião de ontem.
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