BELISÁRIO SE DESPEDE DE MANOELITO
A Missa começou por volta das 10 horas.

Frei Heraldo fez a reflexão a partir do texto no Evangelho de João, quando Jesus ressuscitou o amigo Lázaro.
Falou da pessoa alegre que foi Manoelito. Lembrando de suas expressões como quando perguntado como estava passando ele respondia: "a cada dia cuidando da minha beleza".
A família foi convidada a se aproximar para a despedida do corpo.

A filha Luziane leu um belo texto homenageando o pai:
Hoje me despeço do meu pai com o
coração apertado, mas cheio de gratidão por tudo o que ele foi. Um homem bom,
de sorriso fácil, brincalhão. Daqueles que iluminam qualquer ambiente só com a
sua presença.
Parecia que não existia dia ruim
para ele, que sempre encontrava um jeito de transformar tudo em leveza.
Suas falas marcantes vão ecoar
para sempre na nossa memória: “ e aí, meu filho de Deus?, dizia com aquele
sorriso no rosto.
E quem não se lembra quando falava
algo de errado, lá vinha com o seu jeito único: “ é nóis!” e com toda a confiança e
bom humor do mundo soltava: “ tem inveja da minha beleza?” arrancava risadas de
todos ao redor.
Pai, você foi morar no céu um dia
depois do aniversário da sua filha e no mesmo dia que nasceu Maria Liz, sua
neta.
Em meio à dor da despedida Deus
nos trouxe o sopro de uma nova vida como um sinal que o amor continua. Você
deixa a sua esposa, companhia de uma vida, e seus quatro filhos, que carregam
no coração cada ensinamento, cada sorriso e cada momento vivido ao seu lado. Deixa
também uma família que aprendeu a enfrentar a vida com alegria e coragem. Hoje
a saudade dói, mas também nos fortalece, porque tivemos o privilégio de amar e
sermos amados por você.
Sua alegria continuará viva em cada
lembrança, em cada abraço, em cada “é, meu filho de Deus! ”, que repetiremos
com carinho.
Descanse em paz pai, seu sorriso
será eterno para nós!

Não resisti e quebrei a liturgia quando a missa acabou. Peguei o pandeiro de Manoelito, que estava na janela, e comecei a bater, pedindo palmas para o alegre amigo que estava partindo.
Passei o pandeiro para o seu irmão e o deslocamento para o cemitério foi feito ao som de palmas no ritmo do pandeiro.


Mais palmas para Manoelito, enquanto balões brancos eram soltos no ar.Vá em paz, filho de Deus! Vá se encontrar com o Pai!



Vai fazer muita falta.
Tão lindo o texto lido pela filha Luziane na missa fúnebre de Manoelito, o texto da ressurreição de Lázaro tão bem lembrado pelo frei Heraldo e também a alegre despedida até o Cemitério. Terminou uma agonia na terra, Festa no Céu !
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