A origem dessa data
está ligada a um movimento ocorrido entre o fim do século XIX e o início do XX
quando operárias lideradas por mulheres iniciaram uma greve onde decidiram que
não aceitariam mais jornadas exaustivas por conta de salários miseráveis.
Os ambientes de
trabalho eram absolutamente cruéis e as fábricas tratavam as trabalhadoras de
forma desumana.
Esse movimento foi
fortemente sufocado.
A ONU decidiu criar
essa data e gradativamente as mulheres vêm conseguindo maior reconhecimento por
parte da sociedade. Falta ainda muita coisa para se igualar seus direitos com
os dos homens.
Trazendo o tema para
Belisário, sexta-feira o amigo Lucas Rocha, hoje morando em Muriaé, me sugeriu
fazer nessa data uma homenagem à D. Nina Campos, sem dúvidas a mulher a nosso
ver, mais expressiva do município de Muriaé.
Exatamente ela, às 16
horas de sábado me liga: “tive uma ideia!”. Fui na sua casa e ela me sugeriu
sairmos naquela hora pelas ruas fotografando as ruas de nosso distrito que
levam os nomes de mulheres.
Junto com Mirian e ela passamos
a fazer isso.
Ao lado da Igreja Adventista essa rua.


D. Nina entra na foto pois, essa ilustre senhora D. Edwiges, foi a sua bisavó. Foi casada com Maximiano Alves Pereira, filho de Belisário Alves Pereira, o fundador do atual distrito.
A segunda rua fica ao lado da padaria do Nico.
Rua Maria Caetana.
A escola leva o nome da ilustre professora Maria Amélia Meireles Calais.
Na página 335, Tomo II do livro História de Belisário, de autoria de D. Nina, a gente lê Maria Amélia nasceu onde hoje é a cidade de Miradouro. Estudou no Colégio S. Marcelina, em Muriaé, tornando-se "Normalista".
Em 1939 casou-se com Miguel Arcanjo de Calais, vindo morar em Belisário, passando a lecionar aqui.
D. Nina pediu que registrasse a casa onde morou D. Iracema Mota, que grande contribuição deu para o distrito na área de saúde, como farmacêutica prática e enfermeira.
Era avó de Lucas, a quem me referi no início da matéria e ela faleceu em 2022.
Outra expressão de nossa história morou nessa casa. Iolanda Cerqueira aqui exerceu grande liderança. Foi a única vereadora mulher representante de Belisário na Câmara Municipal de Muriaé.
A placa foi retirada mas a rua continua com o nome de Conceição Pires.
No lado superior do campo nova homenagem para a ilustre professora.
Maria Amélia Meireles Calais.
Agora na rua do cemitério registramos mais uma homenagem a uma mulher.
Rua Luzia José de Carvalho Paiva, a "Doca". Tivemos poucas informações a respeito dela.
E foram somente estas. Bem menos que as ruas com nomes de homens, não é mesmo?
Logo que postei D. Nina fez o seguinte comentário:
"Sim, dr. Cléber, muito menos que os nomes masculinos. Compreensível até, porque os costumes de antes optavam por resguardar bastante as mulheres. Se não, muitas outras estariam ai homenageadas: as parteiras, as primeiras professoras que ensinavam em suas próprias casas, as costureiras até para pesadas roupas de homem que andavam sempre de terno, a criação de um punhado de filhos, etc. etc. E, VIVAM OS NOSSOS TEMPOS AGORA COM O SEU GRANDE DIA OITO DE MARÇO, já celebrado em mais de l00 países !"
Sim, dr. Cléber, muito menos que o nomes masculinos. Compreensível até, porque os costumes de antes optavam por resguardar bastante as mulheres. Se não, muitas outras estariam ai homenageadas: as parteiras, as primeiras professoram que ensinavam em suas próprias casas, as costureiras até para pesadas roupas de homem que andavam sempre de terno, a criação de um punhado de filhos, etc. etc. E, VIVAM OS NOSSOS TEMPOS AGORA COM O SEU GRANDE DIA OITO DE
ResponderExcluirMARÇO, já celebrado em mais de l00 países !