SUICÍDIO: VAMOS FALAR SOBRE ISSO?

Vamos devagar, daqui a pouco a gente fala sobre isso. Para isso pegamos a estrada na sexta à noite.
Já deixando a BR 116 depois de Leopoldina.
E estamos na casa de Mauro/Karla, ele irmão de Mírian.
Da mesma janela, agora na manhã de sábado. 
Muita gente comenta que gosta de viajar com a gente. Então vamos atravessar Juiz de Fora.
Pela Avenida Rio Branco.
No Parque Halfeld, no majestoso prédio da antiga Câmara Municipal.
Passando pela Matriz.
Aqui o nosso destino, a Igreja Metodista no Bairro São Mateus.
Para participação nesse evento. Sempre bom voltar nesses locais que fazem parte de nossa história de vida.
Uma boa estrutura de apoio na organização do evento.
Presente para cada mulher participante.
Estão no café da manhã. Vá vendo o padrão na decoração.
Esse o tema do encontro.
Cânticos animados por essa equipe.
Elas ainda estão chegando. O número deve aproximar de 200.
Belisário conhece uma das cabeças do evento, a Bispa Metodista Marisa. Ela fez a abertura da II Cavalgada do Batom, em outubro de 2025, abordando o tema prevenção ao câncer de mama, como médica que ela também é. 
A primeira palestra da amanhã é "Suicídio".
E para proferir a Bispa convidou Mirian, como Psicóloga que é.
Sou suspeito para falar, mas Mírian trouxe belas e consistentes palavras, abordando esse tema tão complexo, que muitos evitam abordar. Uma igreja missionária não pode fugir de tão importante abordagem, ao invés de se posicionar no julgamento daqueles que lançam mão de tão triste recurso, por motivos diversos.
Não vou tentar resumir o que lá se passou. Apenas reproduzo abaixo a letra da música "Um homem Chamado Alfredo", do poetinha Vinícius de Morais.

O meu vizinho do lado
Se matou de solidão
Ligou o gás, o coitado
Último gás do bujão
Porque ninguém o queria
Ninguém lhe dava atenção
Porque ninguém mais lhe abria
As portas do coração
Levou com ele seu louro
E um gato de estimação
        Há tanta gente sozinha
        Que a gente mal adivinha
        Gente sem vez para amar
        Gente sem mão para dar
        Gente que basta um olhar
        Quase nada
        Gente com os olhos no chão
        Sempre pedindo perdão
        Gente que a gente não vê
        Porque é quase nada
Eu sempre o cumprimentava
Porque parecia bom
Um homem por trás dos óculos
Como diria Drummond
Num velho papel de embrulho
Deixou um bilhete seu
Dizendo que se matava
De cansado de viver
Embaixo assinado Alfredo
Mas ninguém sabe de quê
Recebeu mimos por essa participação.
Cabe lembrar que o "Setembro Amarelo" é uma campanha brasileira de conscientização sobre a prevenção ao suicídio e a valorização da vida, realizada durante todo o mês de setembro. A decoração mostra isso. A toalha, o líquido e o girassol reforçam isso.
O salão anexo agora preparado para o almoço.
Um toque artístico na decoração.
E elas estão na fila.
Um destaque para a Dra. Bárbara, Advogada metodista que faz Residência no Ministério Público aqui em Juiz de Fora.
Ele teve uma intervenção na programação explicando o seu trabalho oferecendo aquela estrutura para parcerias com as igrejas visando um melhor atendimento jurídico às suas comunidades.
O tempo é curto e os amigos e parentes são muitos em JF. Não poderemos participar do restante da programação. Temos aqui um almoço.
Com a amiga Dra.
Anna Gilda e para a nossa agradável surpresa lá nos encontramos com os amigos Adelino e Marileia. Ele já tem 5 unidades do seu Colégio Conexão. Poderoso meu amigo.
Ainda passamos no hospital para visitar uma tia e vamos descansar por hoje. A maratona continua amanhã e tem muita coisa para acontecer nos próximos dias. Convido você para vir com a gente.

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