FINADOS EM BELISÁRIO

O Wikipedia remete a essa data de Finados ao México, que teria iniciado a comemoração do Dia dos Mortos a partir de uma celebração indígena, que honra os falecidos no dia 2 de novembro, começando em 31 de outubro. Além do México, também é celebrada em outros países da América Central e em algumas regiões dos Estados Unidos, onde a população mexicana é grande.  A comemoração nessa data também chegou a vários países da Europa.

Tradicionalmente vamos ao cemitério de Belisário para contar um pouco da história de nosso distrito nesse local, que é um verdadeiro museu.

Aparecida estava lá recordando familiares. Teodomiro nos deixou há pouco tempo.
Aninha veio com a cunhada, pois aqui tem muitos familiares enterrados.
Inclusive o marido Magelinha, enfermeiro do distrito por muitos anos.
Aqui foi enterrado José Mariano da Silva, o “fura bola”. Seu  filho Erivaldo e a viúva Nailse vieram homenageá-lo, com o neto Kauã.
É muito mais duro a morte de pessoas jovens e esse cemitério tem muitos casos, vítimas de acidentes de carro ou moto. Ronan tinha apenas 27 anos e nos deixou agora em setembro.
Ari perdeu recentemente a esposa Nilza, vítima da COVID 19, que também nos levou Antônio Moreira, que nos faz muita falta.
Outro exemplo, Marcelo faleceu em 2018.
Afrânio foi vítima de acidente de moto em Itamuri, depois de sair daqui de Belisário. Garoto nota dez.
Taninho Coelho deixou a esposa Odite e os filhos Vandim e Wolninho.
Esse já tem mais tempo. Um militar de menos de 30 anos, também vítima de acidente vindo de Patrocínio do Muriaé.
Aqui o corpo do padre fundador da Paróquia de Santo Antônio. No dia 12 de outubro último, publicamos essa matéria de Mateus Balbino:

Hoje, 12/10/2020, oficialmente a Paróquia de Santo Antônio de Belisário comemora 25 anos de sua fundação, ocorrida em 12/10/1995 sendo pároco na época o padre indiano John Thattarady, que veio fazer missão no Brasil e acabou por aqui ficar, vindo a falecer em terras belisarienses.

Na página 277 do Tomo II do livro História de Belisário, de Nina Campos, consta que ele veio para o Brasil em 1980, se transferindo para Rosário da Limeira em 1982. Em 95 aqui criou a Paróquia de S. Antônio liderando a construção de salas de catequese, reforma do templo com troca do forro , nova iluminação, pintura.

(https://embelisariomg.blogspot.com/2020/10/nossa-paroquia-esta-em-festa.html)                           

Vários membros da Família Costa estão aqui enterrados.

Inclusive o Sr. Waldemar Costa, comerciante que deixou marcas e uma grande família, com participação também na  tentativa de emancipação do distrito, como relata D. Nina em seu livro.
    E o filho Néper.                                 
                    
Iolanda Cerqueira, presença marcante na direção da nossa escola e na vida política do distrito.
Ronaldo nos deixou muito cedo. Mais uma vítima de moto. Figura ímpar na comunidade.
Olindo Vital, outra figura expressiva na história de Belisário, bem representado em nossa comunidade pelo filho Lindim e  família e por Romerinho, que mora em Muriaé, mas está sempre ligado em Beli.
Ari nos informou que o cemitério terminava nesse ponto. Seu pai adquiriu terras aqui e doou essa parte para a expansão. 
 
A Família Belete deixou aqui Oreste Tavares Belete.
Convivemos com Evart. Ele nos deixou em 2018, nos legando uma família bonita que aqui continua.

Antônio Coelho foi sepultado aqui. Recebe hoje a visita da esposa Irene, da filha Raquel, Joaquim e do neto Guilherme.

Marlene veio com parte da família homenagear alguns dos seus. 
A avó  Mariquinha, o irmão Wálter, a mãe Oriza e Aparecidinha, irmã de criação.
"Siel" Amaral veio homenagear os parentes. Essa família também tem forte presença em nossa história.
O farmacêutico e político Miguel Mota, que, com a esposa Iracema, marcaram época em Belisário, sendo ela parteira, como bem relata D. Nina em seu livro. O neto Rogerinho partiu muito antes do tempo, em mais um acidente de moto.
Rosa Mota veio matar um pouco da saudade desses que aqui estão. D. Iracema está firme conosco.
Muitas histórias do Luiz Ferolla. Aqui deixou enterrado dois de seus filhos, vítima da febre amarela.
Amelinha veio visitar o túmulo de seus pais.
Pessoa muito participante da cultura de Belisário. Gostava de uma festa.
Que morte trágica! Foi recente, vítima de uma árvore que estava por ele sendo cortada .
Dayse, que aparece saindo do cemitério na primeira foto, veio aqui, para lembrar-se dos irmãos Dária e Darinho. Ela me informou que está enterrado no mesmo túmulo seu tio Juscelino, pai de Naira, falecido recentemente, sendo ele um irmão de D. Luzia, que considerava como filho.        
 
Everaldo partiu novo, vítima de acidente de carro na serra, descendo para Muriaé.
Nico está se lembrando de sua sogra.
As filhas também vieram prestar homenagem à D. Josina, falecida em 2018.
Solange também trouxe flores para o túmulo da amiga Milla, que nos deixou precocemente em 2018.
Na extrema direita da foto, Milla, sempre alegre e solidária para com os amigos, inclusive para com Solange, como ela me revelou.
Mas a vida é uma constante renovação. Rogério Mota se lembra com dor a perda precoce de Rogerinho...
Mas, lá fora o aguardam os filhos João Víctor com o irmãozinho Ryan.
E isso se repete aqui. Mateus se lembra com dor da mãe Osvaldina que partiu dia 27 de abril de 2020. 
Parte da Família Balbino veio hoje lhe prestar homenagens.
Ainda nem deu para fazerem a placa, no túmulo onde foi  enterrada junto com os pais.
Mas, uma semana antes de completar 6 meses de seu falecimento, Tamires e Braulinho deram à família um presente chamado Isabela. 
E assim os Balbinos continuam celebrando a vida.
Claro que deixei de mostrar muita gente e após a postagem Lucas Rocha me lembrou do túmulo de Edwiges, provavelmente o mais antigo do cemitério. Essa ano eu me esqueci dela, mas vamos repetir  texto da matéria postada no finados de 2014, escrito  por Nina Campos.
A foto do túmulo é antiga. Hoje ele está bem manchado com a caiação recente feita no cemitério. Vou pedir a Naira apoio para darem uma limpeza nele.
 

HEDUVIGES AUGUSTA DIAS DE ANDRADE, descendente do bandeirante Fernão Dias Paes Leme, foi casada com Maximiano Alves Pereira, filho de Belisário Alves Pereira, que veio de Ubá, MG para a fundação de Sto. Antônio do Onça (hoje Belisário) em 1863. 

Com o marido Maximiano, Heduviges teve os filhos: Maria Augusta, Maria Angélica, avó de D. Nina, Antônio e Luciano Alves Pereira (que dá nome à rua central de Belisário).

Viúva, Heduviges veio a casar-se novamente com Cândido Rodrigues Vicente, tendo mais os seguintes filhos : Ana Angélica, de apelido Sinhana (que se casou com Augusto Cassimiro de Campos) e Maximiano Monteiro Rodrigues.

Mulher de invulgar sabedoria , iniciativa e espírito administrativo, formou professores primários, costureiras, bordadeiras e outros artesãos entre os filhos adotivos que criou ou ajudou a criar. Seu túmulo, um dos mais antigos no Cemitério Municipal de Belisário, atesta seu nascimento em l850 e falecimento em 1914, idade bastante avançada para aquela época em lugar tão insalubre como foi aqui na década de 1910.


Comentários

  1. Boa noite Cleber, estou lendo estas postagens sobre finados em Belisário falando sobre várias pessoas conhecidas, em um dos túmulos mais antigos deste cemitério esta sepultado Dona Heduviges, esta senhora é minha bisavó pois ela é mãe da vó Ana Angelica que é mãe do meu pai, forte e fraterno abraço Casimiro - Ubá - MG.

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  2. Excelente matéria, mostrando túmulos dos nossos entes queridos, dos meus avós Alice e Jaques Rocha, ele foi nomeado Fiscal de Belisario em 1963,pelo prefeito Hélio Araújo, ele emplacava charretes, carroças e bicicletas. Houve um tempo que a circulação exigia documentos e placas, a norma vigorava em todo país, meu avô se dedicou a esse serviço até se aposentar, o emplacamento era obrigatório, doei algumas placas para o museu. Já meu outro avô Miguel Mota, como mostra o túmulo dele também, ele nasceu em São Sebastião da Vargem Alegre, veio para Belisario em 1961 e abriu sua farmácia, dói anos mais tarde se ingressou na política com o prefeito Hélio Araújo,na seguinte eleição João Braz, e depois por mais 4 mandatos, Paulo Fraga, Paulo Carvalho e Cristiano Canedo, fez várias obras em Belisário.O Túmulo da Heduviges, está mal cuidado, e precisa de uma limpeza, pois a escrita está bem suja e escrita com respingos de cal, necessita de uma atenção dos administradores dos administradores do cemitério Municipal de Belisário, pois é um túmulo que faz parte da história de Belisário, deve ser o mais antigo com mais de 100 anos. O túmulo dos filhos do Luiz Ferolla também necessita de uma limpeza na placa, pois está bem sujo e também com respingos de cal.

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  3. Há pelo menos dois túmulos mais antigos que o de minha bisavó Edwiges (que morreu em 1914).
    São: o túmulo do inocente Lincoln Alves Pereira, filho de Luciano Alves Pereira, sobrinho de minha avó Mª Angélica e o túmulo dela própria de 1911, vítimas de febre desconhecida (PROVAVELMENTE MALÁRIA). Na época , não havia ainda vacinas, nem antibióticos nem mesmo o soro caseiro.

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