ENTRANDO NO CLIMA DA BAHIA

Pegamos a Contorno na manhã  de domingo.
Viemos para esse evento. Salvador hoje e amanhã viverá o clima do Dia de Iemanjá, a  "mãe de todos os orixás" e "Rainha do Mar", na cultura africana, que muito impacta a cultura baiana. Lembre-se que em cada 10 baianos, pelo menos 8 são negros. portanto, de raiz africana.
O objetivo do evento é o de promover um "Iemanjá Ecológico" ou "Oferenda Ecológica para Iemanjá", uma conscientização crescente nas religiões de matriz africana a partir do princípio "Quem ama Iemanjá cuida do oceano dela". O objetivo é o de pedir a substituição de materiais não biodegradáveis por elementos naturais para não poluir o mar, quando das oferendas.
Estamos no Solar do Unhão, um belíssimo espaço dedicado à arte em Salvador, na beira-mar, em uma edificação histórica do século XVII.
Um som de um bloco afro agitava o ambiente lá no alto. Fui lá para conferir.
Os turistas vão a loucura.
Descemos para o Solar do Unhão para vermos exposições.
Um outro som está sendo ligado aqui em baixo. Certamente que o bloco vai descer.
Aqui funciona o MAB- Museu de Arte da Bahia, que também faz parte de minha história de vida profissional  já que participei como adjunto da Dra. Heloisa Helena da direção do IPAC- Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, a quem os museus baianos estavam subordinados.
Vamos ver uma exposição do artista plástico baiano Alberto Pitta um carnavalesco designer e especialista em serigrafia sendo ele o pioneiro das estampas afro baianas. Pitta já participou de exposições em diversos países como Alemanha, Angola, Estados Unidos, França e Inglaterra.
É dele a orientação para as diversas indumentárias dos blocos afros.
Vá vendo a riqueza de  traços e cores e a incrível criatividade do artista.
Vamos subir para o segundo andar.
Uma artista produzindo aqui.
Vamos ver o mar.
Lá em cima o bloco continua se apresentando.
Na blusa da moça de azul "UBER aquático".
Uma "prainha" diferente, com pedras e não areia. Bares em andares diversos.
Mais exposições. Arte em ovo. Já tinha visto?
Nessa espaço faziam a lavagem e beneficiamento de folhas de tabaco, para fazerem o rapé, informava um guia no local.
Arte em madeira.
Agora em cerâmica.
Uma oficina de dobraduras para crianças.
Uma favela feita somente com papelão.
Mais um espaço de contemplação.
Amanhã, Dia de Iemanjá, o clima ferve por aqui, misturando com o carnaval. Eu vou lhe mostrar. 

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